time-371226_1920O síndico é o responsável por garantir a segurança, o conforto e o bem-estar dos condôminos. É o profissional quem deve lidar com as situações burocráticas e estressantes na maior parte do tempo, entretanto, o que deveria ser uma ação sem grandes problemas, nem sempre é assim; especialmente quando se agrega a falta de organização e a mesma reflete na vida dos moradores. São casos que fazem com que os residentes se reúnam para analisar as atitudes do administrador, para que assim possa ser decidido o rumo que o síndico deve tomar. Mas como saber a hora de afastar o encarregado?

As principais casualidades de afastamento são encontradas no proceder de uma má gestão, desorganização, negligência, falta de transparência e irresponsabilidade; os moradores, ao perceberem essas falhas, podem pedir afastamento do síndico – a ação não é impossível, muito menos ilegal, de acordo com o artigo 1.349 do Código Civil. “A assembleia, especialmente convocada para o fim estabelecido no § 2o do artigo antecedente, poderá, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, destituir o síndico que praticar irregularidades, não prestar contas, ou não administrar convenientemente o condomínio”.

Outro contratempo que também acontece quando os síndicos se acham o “dono do pedaço” é ele não aceita deixar o cargo para outro colega, o que pode ocasionar muita discussão e dor de cabeça. Contudo, esse ato só poderá ocorrer caso o administrador seja reeleito pelo voto dos moradores, como estabelecido no artigo 1.347. “A assembleia escolherá um síndico, que poderá não ser condômino, para administrar o condomínio, por prazo não superior a dois anos, o qual poderá renovar-se”. Dessa maneira, cabe aos condôminos realizar uma assembleia extraordinária, e com voto de maioria absoluta destituí-lo do cargo, ou solicitar uma procuração na justiça, caso o síndico não queira deixar o cargo.