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Muitas são as pessoas que decidem morar em condomínios para garantir maior segurança. Todavia, morar em edifício, apesar de ser mais seguro, não significa que o empreendimento está imune de assaltos e arrastões.

Em casos de furto, é normal o condômino se sentir frustrado, tentando achar o responsável pelo dano. Porém, quando isso acontece, quem é o culpado?

O assunto é polêmico e merece atenção, principalmente com relação aos condôminos. Em hipóteses com essa gravidade, o local, assim como o síndico, só será responsabilizado se constar a responsabilidade na convenção condominial, pelo contrário nada poderá ser feito, assim como um pedido de indenização.

Contudo, é válido que o morador procure um advogado para esclarecer a situação. Existem eventualidades que foram levadas à justiça e concedeu como ganho de indenização por parte do morador, isso por conta da segurança ser escassa no empreendimento, ao contrário do prometido em assembleia.

Mesmo o condomínio não sendo responsável pela ação dos bandidos, o síndico, como representante, pode ajudar o residente cedendo imagens de proteção, assim como auxiliar na investigação.

Para se proteger

Geralmente os condomínios espalhados pelo país investem gradualmente em medidas de segurança, maneira de proteger os moradores e valorizar o patrimônio. Porém, nem sempre as tecnologias utilizadas são eficazes para afastar os bandidos, e é aí que os condôminos devem atuar, ajudando o ambiente a garantir segurança para o dia a dia.

Os bandidos não são mais como antes que só entravam em uma moradia quando a porta ou janela ficava aberta. Em um mundo cada vez mais violento, é melhor que todos fiquem atentos a qualquer situação estranha e que chame atenção.

Na tentativa de suprir os contratempos, é possível que o condomínio crie formas de melhoria, até mesmo campanhas e palestras sobre o tema.

Os moradores devem manter as suas unidades trancadas, evitar receber desconhecidos e esquivar-se de ficar muito tempo fora do portão, já que serve como alvo fácil para o assaltante.

Casos mais comuns

- Furto de carro dentro e fora da garagem;

- Furto de bicicletas;

- Furto no interior da unidade;

- Furtos de objetos e equipamentos das áreas comuns.

 

Maneiras de segurança

Porteiro e seguranças

- A princípio, é extremamente importante que os funcionários fiquem atentos a qualquer ação;

- Nunca durma em serviço;

- Conheça os moradores;

- Ser ético, não passar informações sobre o local a terceiros;

- Para entrada de visitantes e desconhecidos, deve-se pedir o crachá e realizar o cadastro na portaria com documento de identidade;

- Para liberar a entrada de um hóspede, o porteiro deve acionar o morador – ele é o único que pode permitir a passagem.

 

Condôminos e inquilinos

- Deixe entrar na unidade somente pessoas que conheça;

- Mantenha a unidade fechada assim como os veículos;

- Em caso de férias e afastamento, avise o síndico;

- Antes de entrar na garagem observe o movimento da rua.

 

Síndico e zelador

- Manter atualizado as formas de segurança do condomínio;

- Atualizar cadastro de visitantes e funcionários;

- Em caso de reclamação, escute os moradores e procure resolver o problema;

- Realize o seguro do condomínio e fique atento quanto ao prazo para atualizá-lo.

- Em circunstâncias de furtos e danos, deve ser acionado imediatamente a polícia pelo 190.

 

Equipamentos de segurança

- Os equipamentos servem para garantir maior segurança e quando instalados devem estar em pontos estratégicos;

- Câmeras de segurança devem manter-se ligadas;

- Investir na contratação de vigilantes;

- Portões e grades devem ser vistoriados, pois quando apresentam problemas podem facilitar a entrada de bandidos.

Todos temos o dever de ajudar a manter o ambiente seguro, estabelecendo obrigações e regras, já que todos estão propícios ao ato, mas os mesmos podem ser evitados com a colaboração e ajuda de vizinhos. Afinal, formas de proteção devem ser pensadas em conjunto.